A entrevistada foi uma ótima aluna ao longo de sua vida acadêmica, mostrando-se participativa das atividades extra-escolares. Um importante fato observado trata-se da participação de sua família na escola a qual aconteceu desde a presença, em todas as reuniões, dos responsáveis até a ajuda dos mesmos na preparação das festas Juninas da escola. Hoje, ela tem 28 anos, atua em mais de uma profissão; além de licenciar, é uma pessoa de muito objetiva, organizada, dedicada e realizada profissionalmente.
Durante todo o ensino fundamental a mesma estudou numa escola particular no município de São Gonçalo, no bairro Rocha, chamada de Centro Educacional Galeano Lessa. Neste lugar, ela aprendeu a se socializar com vários amigos das turmas por onde ela passava e foi onde a mesma descobriu a motivação para licenciar, ou seja, foram os momentos vividos e não esquecidos que fizeram a toda diferença no momento da escolha de sua formação e consequente profissão. Podemos observar nas fotos abaixo esses importantes momentos os quais comovem, até nos tempos de hoje, a entrevistada.
-Primeiro dia de aula na escola na qual ela viveu da infância até a adolescência.

-Primeira participação artística da entrevistada no jardim.
-Apresentações em comemorações escolares como dia das mães, dias dos pais, festas juninas e festas de final de ano.
-Comemoração de Natal.
-Carterinha da escola onde eram controladas a frequência da aluna e suas notas.
-Foto de formatura do 9° ano (Missa na Igreja de Nossa Senhora de Aparecida- Galo Branco.)
A partir deste momento, cada aluno seguiu a sua diretriz.
O ensino médio foi cursado numa instituição chamada Colégio Professor Wanderley Costa, em Niterói, a qual apresentou uma estrutura física totalmente diferente da primeira escola, pois neste momento a instituição se tratava de um preparatório para concursos militares e vestibulares. Por parte da entrevistada, não houve muita lembrança que a levasse a se emocionar, pois, neste momento, a vida estava voltada para atingir objetivos. O interessante é que a própria decidiu a sua profissão desde o ensino fundamental mesmo não havendo alguma influência familiar para tal fato, já que não havia professores na família.
Antes de ingressar na universidade para realizar o tão almejado curso de matemática, a mesma precisou efetuar curso de técnico em eletrotécnica na ETAM- Escola Técnica do Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro para trabalhar e garantir-se financeiramente para, então, cursar a sua tão sonhada graduação.
A partir deste momento, ela iniciou a sua vida profissional na área técnica e também foi aprovada para cursar a graduação do curso de matemática na Universidade Estadual do Rio de Janeiro, onde ela formou-se no ano de 2009 e, enfim, iniciou a seu grande sonho da licenciatura e a vivência das dificuldades do sistema de educação, no turno as noite, numa escola chamada Professora Aurelina Dias Cavalcanti, no município de São Gonçalo. Ela ainda não conseguiu ausentar-se do trabalho na área técnica devido ao salário do magistério, ou seja, a entrevistada possui duas profissões, porém ela se mostrou ser uma pessoa bastante motivada em tudo o que faz.
Sobre os problemas diversos do sistema educacional, ela somente, mais claramente, o problema financeiro. Em relação à questão da dispersão, desrespeito e desobediência dos alunos. A entrevistada colocou que já superou este estágio ao colocar-se de maneira mais técnica possível; não deixando transparecer sentimentos de alegria ou frustração, ou seja, dentro de sala de aula é um dos seus locais de trabalho, portanto tudo que é colocado neste lugar é sobre o conhecimento e todo movimento realizado trata-se dos métodos de aprendizagem. Para ela não importa o que acontece com o aluno fora da escola: se o aluno não tem comida em casa, então ele pode comer a janta na escola; se o aluno é agredido dentro de casa, ela pode encaminhar-se à coordenadora pedagógica, se colocar, e ela, então, o encaminhará para o profissional o qual competente para tal tipo de trabalho. A maneira de pensar da entrevistada é extremante objetiva e centrada, pois ela coloca que não pode salvar o sistema educacional sozinha, já que para isso há muitos outros profissionais que devem ser muito bons e dedicados para realizar seu trabalho com competência.
Nas escolas públicas, há falta de bons profissionais, isto é, pessoas que se comprometam em realizar um trabalho de qualidade. O salário baixo não pode justificar o mau profissional, pois o mesmo deve comprometer-se com o trabalho a ser realizado. Aquilo que não compete a um professor resolver, haverá outra pessoa que o solucione. Caso não haja, a secretaria de educação existe e dever-se-á ser incomodada para solucionar o problema. A grande questão é que os docentes têm abraçado grande parte das causas da escola, pois muitos deles assumem posturas de orientadores pedagógicos, psicólogos, secretários, e quem sabe até cozinheiros. No entanto, o trabalho docente torna-se estressante, pesado e muitos abandonam seus cargos.
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